O que mudou desde o primeiro caso de Covid-19 no Brasil?


Para o epidemiologista do Dr.Consulta, Lucas Campos, as principais mudanças que o brasileiro adotou estão na prevenção da Covid-19. “Expansão da testagem, ampliação do uso de monitoramento para acompanhar os surtos e orientações de uso de máscaras e higienização das mãos”, explica. 

Apesar da flexibilização da rigidez dos métodos de prevenção, eles ainda estão por aí. “Esses protocolos ainda são recomendados em ambientes com alta concentração de pessoas ou risco de transmissão”, diz o epidemiologista. 

Na avaliação de Nelson Ribeiro Filho, infectologista e professor de infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, houve também uma valorização e divulgação do uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual, os EPIs. “Houve um entendimento da necessidade de investir em infraestrutura e capacidade de resposta a emergências. A população se conscientizou da importância da higiene e distanciamento social em caso de riscos”, diz. 

População segue atenta aos métodos de prevenção

Nelson Ribeiro Filho indica que, apesar do afrouxamento das medidas de proteção, o “novo normal” ainda é perceptível. “Observamos com muita frequência pessoas usando máscara em locais públicos e higienizando as mãos. Também vejo pessoas solicitando que outras observem as medidas de cuidado”, comenta. 

A percepção para Nelson e o epidemiologista Lucas Campos, é que todos estão mais atentos. “Não é necessário viver com medo ou preocupação constantes, mas é importante sempre ficar atento aos sinais do corpo e procurar atendimento médico quando necessário”, comenta Campos. 

Álcool gel em estabelecimentos, recomendação de uso de máscaras em caso de sintomas gripais e até afastamento pelos sintomas no trabalho se tornaram o”‘novo normal”. “A experiência da pandemia, sem dúvida, deixou marcas e, de certa forma, a população segue cuidadosa com sintomas e prevenção de doenças infecciosas”, avalia o epidemiologista.

Apesar dos cuidados, uma nova pandemia pode surgir?

Mesmo com novos hábitos de higiene e maior atenção, a possibilidade do mundo enfrentar novas pandemias a curto ou médio prazo não são nulas. 

O epidemiologista aponta que há poucas chances de uma nova onda de Covid-19, devido à imunidade da população e a ampla vacinação. “Mas não podemos ignorar a possibilidade de novas variantes surgirem e elas escaparem da proteção”, avalia. 

Além disso, o risco de novas pandemias por novos fatores está presente. “Com a globalização e as mudanças climáticas, o mundo está mais vulnerável aos desafios em saúde, e eventos como a Covid-19 podem se espalhar de forma mais rápida do que imaginamos”, alerta.



Source link

Adicionar aos favoritos o Link permanente.