Papa divulgar boletins diários é um remédio contra fakes news


O Papa Francisco também é muito esperto politicamente, e eu acho que [essa iniciativa tem]uma dimensão importante. Francisco tem plena consciência do momento político global, ele não tem dúvidas de que a igreja tem uma posição muito mais aberta e progressista, se comparado ao passado recente da igreja católica. Isso significa uma mudança, é uma referência importante.

E aí eu falo isso para chegar na questão da transparência dos boletins: é importante que as pessoas tenham um relato que vem do próprio Papa, a partir da sua equipe médica, sobre a real situação da sua condição de saúde. As especulações também são muitas. E ele diz, sem reter nada, ser o mais transparente possível para que as pessoas saibam, tenha uma fonte direta, que é o próprio Papa, para dizer como ele está.

Quando eu vi a equipe médica numa entrevista coletiva, para mim, extremamente foi algo muito novo. Meu Deus, eu já vi dois papas, isso é algo muito significativo. Então, eu colocaria essa dimensão também, com relação a embates políticos. É um remédio, um antídoto contra qualquer possibilidade com relação a especulações e fake news à saúde do Papa. Ronilso Pacheco, colunista do UOL

No dia 22 de fevereiro, um dos boletins médicos divulgados pela Santa Fé forneceu detalhes do estado de saúde do Papa, como o uso de oxigênio de alto fluxo e sua necessidade de transfusões de sangue, e até descreveu uma “crise respiratória prolongada semelhante à asma”.

Histórico do Vaticano

O papa João Paulo 2º, cujo papado durou de 1978 a 2005, teve tremores visíveis por anos antes que o Vaticano finalmente confirmasse em 2003 que ele tinha mal de Parkinson. Além disso, um câncer de estômago que afligiu o papa João 23 por pelo menos oito meses só foi revelado muito depois de sua morte em 1963, conforme mostrou a reportagem da agência de notícias Reuters.





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