Déficit bilionário: Previ quer vender fatia no Metrô Rio – 25/03/2025 – Painel S.A.


A Previ, fundo de aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil, quer vender os 23,49% de participação que possui na empresa HMOBI, dona da concessionária MetrôRio.

A Previ confirmou ao Painel S.A. ter recebido propostas, mas afirmou que não há processo de venda em andamento. “O fundo tem recebido várias propostas e analisado tecnicamente uma a uma, de forma colegiada, seguindo as regras da política de investimentos”, disse em nota.

A Previ disse ainda que, caso uma proposta avance, o sócio de referência, o fundo árabe Mubadala, precisa ser consultado porque tem preferência na compra. O fundo possui 51,52% de participação.

Além da Previ e do Mubadala, também são acionistas os fundos de pensão Funcef (19,10%), de funcionários da Caixa, e Petros (5,88%), da Petrobras.

Menos do que quer

As negociações acontecem enquanto o governo do Rio estuda reduzir o preço das tarifas do metrô, conforme antecipou o Painel S.A..

O estado contratou a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para ajudar no cálculo da nova tarifa, que hoje é a mais cara do Brasil, e avaliar a capacidade de subsídio do estado para reduzir o preço o máximo possível.

Isso ocorre às vésperas de uma nova alta nos bilhetes que será implementada em abril, quando as passagens passarão de R$ 7,50 para R$ 7,90.

A partir dos estudos da Fipe, a Setram (Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana) pretende rever e modernizar os atuais contratos e mudar a forma de remuneração dos operadores —que deixará de ser via tarifa paga pelo passageiro e passará a ser efetuada pelo poder público.

O governo fluminense, por sua vez, deverá remunerar a concessionária seguindo métricas objetivas, como quilômetro rodado, por exemplo, para evitar gasto desnecessário aos cofres públicos.

As mudanças podem ser desvantajosas financeiramente para a concessionária MetrôRio, que poderá perder receita e, consequentemente, o valor de mercado. Se isso ocorrer, a Previ pode levantar menos do que espera com a venda, cujo valor a coluna não teve acesso.

Déficit bilionário

As negociações também acontecem no momento em que a Previ é alvo de uma auditoria do TCU por conta do déficit bilionário registrado em 2024, após um superávit de R$ 9,8 bilhões em 2023.

Quando o fundo divulgou seus resultados de janeiro a novembro, o déficit era de R$ 14 bilhões, o que já chamou a atenção da corte de contas. Até dezembro, as perdas foram de R$ 17,6 bilhões.

A Previ diz que o déficit não é prejuízo e que a empresa está financeiramente saudável, embora tenha sofrido com uma forte oscilação no mercado financeiro no ano passado, o que prejudicou os seus investimentos.

Com Stéfanie Rigamonti


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



Source link

Adicionar aos favoritos o Link permanente.