Bolsonaro critica “ativismo judicial da esquerda” após inelegibilidade de Marine Le Pen

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou como “claro ativismo judicial da esquerda” a decisão da Justiça francesa que tornou a líder ultradireitista Marine Le Pen inelegível por cinco anos.

Em entrevista à Reuters, Bolsonaro comparou o caso ao seu próprio, já que ele também está inelegível até 2030 no Brasil, acusado de abuso de poder e ataque ao sistema eleitoral. “A denúncia contra mim também é fumaça”, afirmou, citando ainda processos contra Donald Trump nos EUA.

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A Justiça francesa condenou Le Pen por desvio de recursos públicos da UE, impondo-lhe inelegibilidade imediata, multa de R$ 618 mil e pena de quatro anos de prisão — esta última, no entanto, só valerá após esgotados os recursos. Bolsonaro criticou a decisão, questionando as acusações e sugerindo perseguição política. A líder do partido União Nacional (RN) é uma das principais figuras da extrema-direita europeia e liderava pesquisas para as eleições presidenciais francesas de 2027.

O ex-presidente brasileiro segue sob investigação no STF por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Na semana passada, tornou-se réu no processo, reforçando os paralelos que ele mesmo traça com casos internacionais. “Quem vai julgar a gente põe no mínimo uma interrogação”, disse, insinuando desconfiança no Judiciário. Enquanto isso, Le Pen ainda pode recorrer, mas sua exclusão do cenário eleitoral francês já começa a impactar a disputa política na Europa.

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