Tarifas recíprocas preocupam Federal Reserve e setores da economia global


As tarifas de Donald Trump preocupam setores produtivos, o mercado financeiro e os consumidores – nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

Em março, as fábricas americanas, europeias e asiáticas já reduziram o ritmo de produção, temendo o impacto dos novos impostos.

Junto dos investidores e compradores, o Federal Reserve mostra cautela. O Banco Central Americano ainda tenta estabelecer uma leitura mais clara dos próximos passos da economia do país.

O Fed observa a possibilidade de uma retomada na inflação, que ainda segue acima da meta, e uma disparada no desemprego. A preocupação do Federal Reserve acompanha dados que apontam para uma diminuição na produção da indústria dos Estados Unidos.

Um dos grupos mais afetados seria o automotivo. A área, além das taxas recíprocas, vai lidar com uma tarifa de 25% na importação de veículos. Ambas são capazes de reduzir a produção de carros na América do Norte entre 10 e 20%.

Dentro dos Estados Unidos, é previsto que o custo para montar um automóvel cresça US$ 3 mil como efeito colateral. Também é esperado que cerca de 3 milhões de veículos asiáticos e europeus desapareçam das concessionárias dos Estados Unidos, segundo dados da S&P Global Mobility.

Já no campo da tecnologia relacionado à inteligência artificial, teme-se que as taxas desacelerem os avanços do setor. A incerteza nesse mercado já é vista como alta, mas os novos impostos aumentam ainda mais a imprevisibilidade.

Por isso, a Microsoft, por exemplo, já desistiu da construção de data centers, mostrando preocupação com a demanda na área futuramente.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, reconhece que os novos impostos trarão mais instabilidade, afetando diretamente as previsões de crescimento global.

Georgieva não acredita que as tarifas levarão os EUA a uma recessão, mas lembra da queda de confiança de diferentes setores econômicos e que os países não têm mais capacidade para absorver mais choques, devido à elevada pressão fiscal decorrente de fatores como a pandemia e a guerra na Ucrânia.



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