Mais americanos não conseguem arcar com cuidados médicos – 02/04/2025 – Equilíbrio e Saúde


Não é apenas o alto preço dos ovos ou o aumento do custo da habitação que está contribuindo para a insatisfação dos americanos com o custo de vida.

Os cuidados de saúde continuam persistentemente inacessíveis para milhões de pessoas, de acordo com uma nova pesquisa divulgada na quarta-feira (2) que destaca a dificuldade que muitos americanos enfrentam para pagar uma consulta médica ou um medicamento — mesmo antes de qualquer debate sobre cortes na cobertura governamental.

Na pesquisa, 11% das pessoas disseram que não puderam pagar por medicamentos e cuidados nos últimos três meses, o nível mais alto nos quatro anos em que a pesquisa foi realizada. Mais de um terço dos entrevistados, o que representa cerca de 91 milhões de adultos, disseram que, se precisassem de cuidados médicos, não conseguiriam pagar por eles.

A pesquisa, conduzida de meados de novembro a final de dezembro de 2024 pela West Health e Gallup, também mostrou disparidades crescentes para adultos negros e hispânicos e para aqueles que ganham menos. Um quarto daqueles com uma renda familiar anual inferior a U$ 24 mil disseram que não puderam pagar ou ter acesso a cuidados médicos nos últimos três meses.

“A extensão com que isso se ampliou realmente expõe quão vulneráveis essas classes de indivíduos são”, disse Dan Witters, um pesquisador sênior da Gallup.

Adultos brancos e pessoas que ganham altos salários disseram não ter experimentado mudanças reais em sua capacidade de pagar. Conforme a pesquisa, 8% dos adultos brancos relataram não conseguir pagar pelos cuidados, a mesma proporção de 2021.

Os preços de seguros mais altos, o custo adicional de ir ao médico e a recente redução na cobertura do Medicaid contribuíram para dificultar o acesso aos cuidados médicos.

Os custos de saúde continuam a subir, e os cortes drásticos no Medicaid e a eliminação de subsídios fiscais que reduzem o custo dos planos do Obamacare, como discutido pela administração Donald Trump e legisladores republicanos, provavelmente agravarão o problema, segundo especialistas.

“Isso coloca mais pressão em um sistema que já tem uma toxicidade financeira que é generalizada”, disse Tim Lash, presidente do West Health Policy Center. Muitas famílias já estão lutando com dívidas médicas, disse ele. Ao contrário de ficar sem um novo liquidificador, pessoas que abrem mão de cuidados podem sofrer ou morrer, afirmou.

Embora tenham ocorrido melhorias significativas nos últimos 15 anos sob o Affordable Care Act, que expandiu significativamente o Medicaid. “Não somos um país onde os cuidados de saúde são acessíveis”, disse Sara R. Collins, economista de saúde e vice-presidente de cobertura e acesso a cuidados de saúde para o Commonwealth Fund, uma organização sem fins lucrativos. Mesmo quando as pessoas têm seguro, muitas não têm cobertura suficiente para pagar suas contas médicas.

Se os cortes de centenas de bilhões de dólares que os legisladores republicanos e a administração Trump estão considerando forem adiante, o número de pessoas que não poderão pagar por cuidados médicos provavelmente aumentará à medida que milhões de pessoas perdem sua cobertura ou a substituem por planos menos generosos, diz Collins.

“Estamos voltando aos níveis que existiam antes do Affordable Care Act”, afirmou.



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