Economia da solidão: entre a conexão digital e a solidão real

Por Eduardo Ratzlaff, estrategista na LYP Branding & Estratégia.

Na era da hiperconexão digital, paradoxalmente, nunca nos sentimos tão sozinhos. Apesar da facilidade proporcionada pelo trabalho remoto e das interações online, o sentimento de isolamento cresce de forma alarmante. Essa contradição reflete uma mudança estrutural na sociedade contemporânea, impactando profundamente a maneira como nos relacionamos e vivemos.

A digitalização das interações humanas deveria aproximar as pessoas, mas, na prática, muitas vezes intensifica a solidão. Dados da IPSOS apontam que 50% dos brasileiros se sentem sozinhos. Um estudo da Gallup revelou que 38% dos entrevistados afirmam sentir-se “um pouco” solitários, enquanto 9% relatam uma sensação de solidão profunda.

A busca incessante por alta performance e eficiência torna a produtividade uma exigência implícita na sociedade atual. A necessidade de “otimizar” cada momento do dia também impacta o lazer: 55% dos brasileiros buscam momentos de descanso que tragam algum ganho ou aprendizado, segundo a Consumoteca.

O avanço da tecnologia torna-nos mais produtivos, mas também mais isolados. Cabe às marcas repensarem como seus produtos e serviços podem ser reinventados como catalisadores sociais, promovendo experiências que resgatem a essência dos relacionamentos humanos.

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