Influencer cria polêmica com vídeo ao dizer só ter “favelado“ em faculdade


O estudante de administração do Instituto Brasileiro de Ensino (IDP), em Brasília, Leonardo Avila, causou revolta após publicar em sua rede social um vídeo em que afirma que há somente “favelados” matriculados na instituição. Com 234 mil seguidores em seu perfil, o vídeo foi apagado dada a repercussão negativa.

Leonardo é influenciador digital, filho do presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do DF (Codese-DE), Leonardo Oliveira de Ávila, e estuda no campus da Asa Norte do IDP.

No vídeo, ele declara que já trocou de instituição de ensino muitas vezes e, apesar de ter sido autorizado pela mãe para que mude mais uma vez, se sentia mal de mudar mais uma vez. “Eu já troquei de faculdade três vezes e, aparentemente, não gosto nem das pessoas nem das faculdades que faço”, disse.

“É porque o povo, pelo menos na minha faculdade, não é só pobre de dinheiro, é pobre de tudo, entendeu? O povo ainda fala: ‘Nossa, Léo, mas a sua faculdade é cara’. É cara, mas qualquer um arruma um jeito de pagar aqui, porque só tem favelado”, zombou.

Leonardo, sorrindo, se retratou, dizendo que não deveria ter se referido à instituição como o fez e disse ter feito “um vídeo num momento que estava abalado e triste com a faculdade”. “Não estou feliz lá, mas não é motivo para tal conteúdo”.

Segundo ele, as falas foram gravadas depois de uma discussão com um colega e que teria sido motivado por “não aceitação de si”.

“Me senti muito mal quando voltei para a faculdade, não só porque as pessoas não me aceitam, mas também porque eu vi meus amigos e as pessoas que gostam de mim da própria faculdade e de fora, voltei aqui para minha cidade, e vi que as pessoas não conseguem ser seguras com elas mesmas”, disse ele.

A CNN entrou em contato com o IDP, que tem entre seus fundadores o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a instituição lamentou o episódio e afirmou que “não representa a visão institucional”.

O diretor acadêmico da instituição de ensino, Atalá Correia, informou que, pelo regulamento, todos os alunos e professores devem manter posturas éticas. “Sempre que há uma reclamação, ouvem-se as partes envolvidas, com exercício de diálogo, contraditório e ampla defesa. Uma comissão de três professores avalia a situação e pode sugerir três sanções: advertência, suspensão ou expulsão”, explicou.

“Para o caso do aluno em questão, o procedimento foi iniciado, ele está sendo notificado e aguardamos a resposta dele. Tratamos os temas levados aos procedimentos éticos com sigilo para que não haja exposição indevida dos alunos. O IDP repudia toda forma de preconceito. Temos medidas ativas de diversidade para o corpo docente e discente. Temos orgulho dos nossos bolsistas. E trabalhamos duro todos os dias por um país mais inclusivo”, pontuou o diretor acadêmico.

A CNN tentou contato com Leonardo Avila, mas não obteve retorno.



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