Mídia Programática ainda enfrenta barreiras no mercado publicitário

Por Edu Sani, CEO da ADSPLAY

Houve uma verdadeira revolução na publicidade digital com a chega da Mídia Programática. A compra e venda automatizada de anúncios, por meio de leilões em tempo real, passou a ser ainda mais eficiente com a inteligência artificial e, consequentemente, o crescimento deve seguir nos próximos anos.

Segundo um levantamento feito em 2024 pela Statista, plataforma online alemã especializada em coleta e visualização de dados, a estimativa é de que o gasto global com Mídia Programática alcance os US$ 642 bilhões até o fim deste ano e termine 2028 no patamar de US$ 778,85 bilhões.

Mas mesmo com uma lista de vantagens, a Mídia Programática ainda enfrente alguma resistência no mercado publicitário. Confira a seguir as principais críticas a essa solução e os motivos pelos quais elas são infundadas:

1. Falta de transparência

Um dos argumentos frequentemente usados por quem ainda não aderiu à Mídia Programática em suas campanhas é que falta transparência no processo. Esse raciocínio cai por terra quando se tem bons parceiros para acompanhar todo o processo. Dashboard para ver os resultados da campanha em tempo real, relatórios automatizados que comprovem a veiculação dos anúncios e até a contratação de uma auditoria terceirizada são algumas das ferramentas que derrubam a falta de transparência e deixam bem claro para onde está indo o investimento da empresa.

2. Qualidade do inventário

Uma das maiores preocupações dos anunciantes é estar em sites confiáveis para que a marca não seja associada a conteúdos ofensivos, impróprios e até ilícitos. Isso também é possível garantir aliando-se a parceiros estejam comprometidos com brand safety e que bloqueiem sites com publicações que ferem a ética e a legalidade. Uma das opções para quem faz Mídia Programática, por exemplo, é contratar a Wish List, ou seja, fazer a veiculação dos anúncios em sites pré-selecionados.

3. Fraude publicitária

Infelizmente existem, sim, fraudes na publicidade digital como um todo. Mais uma vez a solução é fazer associação com empresas idôneas, que garantam que os anúncios estejam sendo entregues ao público-alvo, na hora e no lugar certos. Neste caso, a melhor prova é o resultado conquistado com a campanha. Se o CTR (click-through rate) está alto, mas, ao olhar o relatório, é possível ver que esse dado não reflete um acesso de qualidade, há algo errado.

4. Custo elevado

Os investimentos em Mídia Programática são escaláveis. No início, podem até parecer elevados porque demora um pouco até que os algoritmos passem a funcionar com total eficiência. No entanto, depois do tempo mínimo de 60 a 90 dias, a campanha passa a rodar com muito mais eficiência, graças à inteligência artificial, e os custos caem exponencialmente. Entregando muito mais por muito menos, a uma base supersegmentada.

5. Complexidade técnica

Para quem não está familiarizado com os termos, pode até parecer que a Mídia Programática é um bicho de sete cabeças, mas não é bem assim. Com algum treinamento e apoio de bons parceiros, a curva de aprendizado é superada em pouco tempo. Uma opção para quem quer saber mais sobre Mídia Programática, é procurar cursos sobre o tema. A ADSPLAY Educação oferece um curso gratuito em sua plataforma.

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