Trump vai acabar com os restaurantes nos EUA – 04/04/2025 – Cozinha Bruta


É um engano comum pensar que não se come bem nos Estados Unidos, apenas porque a comida ruim é motivo de orgulho e produto de exportação dos americanos.

Os EUA são famosos pela gente balofa e cor-de-rosa, que almoça e janta fast food, que sorve litros de refrigerante enquanto dirige carrões, que cozinha com enlatados e misturas industrializadas. Mas não podem ser reduzidos a apenas isso.

Há as comunidades imigrantes, em número e diversidade maiores do que em qualquer outro país. Enquanto o ICE não lhes bate à porta, esses grupos proporcionam uma cena gastronômica multicultural sem páreo.

A perseguição de Donald Trump aos imigrantes, se levada a cabo, vai aniquilar esse cenário e levar os americanos a serem somente sua versão caricata, de gordos que vivem à base de hambúrguer e doces.

O botão ejetor de Trump não põe em risco apenas a taqueria mexicana, o kebab afegão e as arepas do refugiado venezuelano. Ele arrisca destruir por completo o setor de restaurantes dos Estados Unidos.

As cozinhas americanas funcionam à base de mão-de-obra imigrante, na maioria em situação irregular. Se toda essa galera for deportada, como quer o Nero laranja, não vai ter cozinheiro qualificado para preencher as vagas.

Não que Trump se importe muito com isso. Afinal, trata-se de um sujeito que joga fora a borda da pizza e gosta de bife bem passado.

David Chang é um dos caras que elevaram o patamar dessa cozinha multicultural dos EUA. Americano de origem coreana, o chef mistura ingredientes e técnicas ocidentais e orientais sem o menor pudor.

Uma de suas criações mais famosas são estes tubos de massa de arroz coreanos, servidos com uma espécie de ragu de porco que lembra o molho à bolonhesa, mas também é carregado de temperos chineses.

Comi em Nova York há uns 15 anos e não entendi nada, mas adorei. Resolvi refazer aqui, adaptando ligeiramente uma receita que está no site momofuku.com. Sim, há muitos ingredientes estranhos –mas quem mora em São Paulo não terá problema em encontrá-los nos mercados orientais da Liberdade e do Bom Retiro.

TTEOK COM PORCO PICANTE

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: média

Tempo de preparo: 40 a 60 minutos

Ingredientes

120 ml de óleo de girassol

3 cebolas grandes, fatiadas finas

2,5 colheres (chá) de sal

450 g de carne moída de porco

1 xícara de pimentas malaguetas desidratadas inteiras (opcional)

2 dentes de alho picados

2 colheres (sopa) de toban djan (molho chinês de soja fermentada e pimenta)

1 colher (sopa) de pimenta Sichuan

6 colheres (sopa) de água

1 colher (sopa) de shoyu

1 colher (sopa) de açúcar

2 xícaras de folhas escuras (espinafre ou couve) picadas

8 tubos longos de tteok (massa coreana de arroz) cortado em pedaços de 2 cm

200 gramas de tofu macio, drenado

1 xícara de cebolinha verde picada

½ xícara de cebola palha industrializada

Modo de fazer

1. Numa frigideira grande, frite as cebolas em 2 colheres (sopa) de óleo e ½ colher (chá) de sal em fogo médio-baixo, até ficarem douradas (cerca de meia hora).

2. Enquanto a cebola doura, aqueça outra colher de óleo em outra frigideira e refogue o porco por cerca de 10 minutos. Reserve. Aqueça o óleo restante, frite as pimentas por 1 minuto e depois refogue o alho, também por 1 minuto. Desligue o fogo e misture o toban djan e a pimenta Sichuan. Reserve.

3. Quando a cebola estiver pronta, misture-a às pimentas. Junte o porco, a água, o açúcar e o sal restante. Quando o molho estiver borbulhando, junte as folhas.

4. Cozinhe o tteok em água fervente por 2 a 3 minutos. Junte-o ao molho. Mexa o tofu até ficar um creme e adicione-o à frigideira. Sirva o prato com cebolinha verde e cebola palha de guarnição.


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