Policiais civis acusam Caiado de enterrar a categoria

Policiais civis de Goiás realizaram, na quinta-feira (3/4), uma manifestação simbólica e contundente: uma marcha fúnebre até a sede do Instituto Médico Legal (IML), no Setor Cidade Jardim, em Goiânia. Carregando caixões, cruzes e faixas, os agentes denunciaram o que chamam de “morte” da carreira, atribuída ao governador Ronaldo Caiado.

O protesto começou no Complexo das Delegacias Especializadas e reuniu mais de 300 policiais civis. O objetivo, segundo os manifestantes, foi expor o descaso do governo estadual com a categoria, que há mais de oito anos aguarda a reestruturação da carreira.

Uma das faixas carregadas pelos policiais sintetizava o sentimento dos servidores: “Se o governador não cumpre, a segurança desmorona”. Além do simbolismo fúnebre, os agentes exigiam respeito à Polícia Civil de Goiás.

Promessa descumprida

Os policiais civis afirmam que negociaram com o governo por mais de dois anos. Em dezembro de 2024, ficou acordado que Caiado enviaria à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o projeto de reestruturação das carreiras da corporação. No entanto, segundo os agentes, o governador recuou e se recusou a cumprir o combinado.

Leia mais:Câmara aprova lei que garante direitos para população em situação de rua

A atitude foi interpretada como uma traição. “Ele se diz defensor da segurança pública, mas na prática enterra a nossa carreira”, disse um dos participantes do protesto.

A categoria promete manter a mobilização até que haja uma resposta concreta por parte do governo estadual.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.