MPSC ajuíza ação para salvar a Lagoa do Caverá e evitar sua extinção

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ingressou com uma ação civil pública contra os municípios de Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Sombrio, Balneário Gaivota e o Estado de Santa Catarina para conter a degradação da Lagoa do Caverá e garantir sua recuperação. A maior lagoa de água doce do estado já perdeu mais de 50% de sua área nos últimos 45 anos, colocando em risco o abastecimento hídrico, a biodiversidade e as atividades econômicas da região.

A ação exige a realização de estudos técnicos e a adoção de medidas concretas para restaurar o nível da lagoa, incluindo a criação de uma área de proteção ambiental e a construção de uma barragem para regular a vazão da água. Além disso, pede a investigação dos impactos da extração de turfa e da rizicultura, atividades apontadas como agravantes da crise hídrica no local.

O biólogo João Rosado, da Fundação Ambiental de Araranguá, alerta para o risco de perda desse importante ecossistema. “A Lagoa do Caverá tem a melhor qualidade de água da região justamente por não ter sido impactada pela urbanização. Sua degradação trará enormes prejuízos ambientais e para a população”, destacou.

A comunidade, que há décadas denuncia a redução da lagoa, espera uma solução definitiva para preservar esse patrimônio ambiental essencial para o Sul de Santa Catarina.

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