Entra em vigor nova rodada de tarifas de Trump, que ignora colapso nas bolsas


Certos produtos estão isentos: petróleo, gás, cobre, ouro, prata, platina, paládio, madeira, semicondutores, produtos farmacêuticos e minerais não encontrados em solo americano. Aço, alumínio e carros importados também não são afetados, mas já estão sujeitos a uma taxa de imposto alfandegário de 25%.

Negociações para aliviar as tarifas anunciadas por Donald Trump ocorrem nos bastidores, mas o presidente dos Estados Unidos ignora o colapso das bolsas e acusa a China de ter entrado em pânico. Pequim afirmou nesta sexta-feira que vai impor tarifas aduaneiras adicionais de 34% aos produtos americanos a partir de 10 de abril. Também anunciou controles de exportação de terras raras, incluindo o gadolínio, utilizado para a ressonância magnética, e o ítrio, usado na eletrônica.

Trump acusa China

O governo americano havia alertado seus parceiros comerciais a não responderem às tarifas, para não correrem o risco de sofrer taxas adicionais sobre suas exportações. “A China se equivocou, entrou em pânico. A única coisa que não podiam se permitir fazer”, escreveu Trump em letras maiúsculas em sua rede Truth Social, antes de ir ao seu clube de golfe na Flórida.

A resposta da China aumentou os prejuízos nos mercados financeiros, já sacudidos pelo último anúncio de tarifas americanas. Wall Street fechou em queda de 6%. Investidores abandonam as empresas muito dependentes das importações da Ásia, como a indústria têxtil.

O mesmo desastre se deu nos fechamentos na Europa: Paris caiu 4,3% e Frankfurt e Londres, 5%. Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio recuou 2,75%, e o Topix, 3,37%. As bolsas chinesas não abriram, devido a um feriado.





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