Pais de adolescentes devem dedicar tempo de qualidade aos filhos

A relação entre pais e filhos têm mudado bastante ao longo do tempo. Porém, com o advento de novas relações interpessoais e o desenvolvimento da tecnologia, os jovens às vezes parecem não estar na mesma sintonia dos pais, gerando atritos que podem se agravar.Segundo a psicóloga Joelma Martins, o período da adolescência é o mais complicado e onde estas diferenças entre pais e filhos aparecem. “A adolescência é um período da vida que traz grandes desafios e descobertas. Trazendo um distanciamento entre pais e filhos, com isso afetando a comunicação, como conflitos geracionais, falta de comunicação e principalmente dificuldade de demonstrar emoções e sentimentos”, explica.Leia mais:Distração dos pais com celular afeta os filhos. EntendaMaioria dos pais é a favor de proibir celular nas escolasApesar de ser necessário respeitar uma certa individualidade dos jovens, a especialista avalia que é importante buscar uma aproximação. “Os pais são os responsáveis em colocar limites, mas precisam manter uma postura receptiva para escutar e dialogar com os filhos. Praticar o que chamamos de escuta ativa, mantendo uma postura empática, de respeito e receptividade ao novo”, ressalta.Apesar da rotina corrida de estudo desses jovens e de trabalho para os adultos, Martins orienta que os pais se esforcem e disponibilizem tempo de qualidade com os filhos para fortalecer vínculos afetivos, fazendo programas em conjunto e não apenas mantendo diálogos triviais ou assuntos relacionados à rotina de estudos – o que reforça o caráter cansativo do dia a dia. “A tecnologia veio trazendo uma nova realidade de diversão. Os pais precisam conhecer esse universo e fazer novas adaptações para acompanhar o desenvolvimento dos filhos também”, alerta a psicóloga.Quer ler mais notícias do Pará? Acesse o nosso canal no WhatsApp!Manter-se informado sobre os meios digitais consumidos pelos adolescentes também ajuda a prevenir o contato deles com violência excessiva na internet e discursos de ódio. A vigilância é importante, mas com cautela, pois o adulto deve entender o que pode ou não ser um risco, para que o jovem não se sinta censurado em algo que considera ser uma diversão.
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