Trump divulga vídeo de ataque contra supostos houthis – 04/04/2025 – Mundo


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na plataforma Truth Social um vídeo de um bombardeio feito pelas forças americanas contra um grupo de supostos rebeldes houthis, que têm atacado embarcações no mar Vermelho em apoio aos palestinos na Faixa de Gaza.

As imagens mostram dezenas de pessoas reunidas antes de serem atingidas pela explosão de uma bomba. Segundo o republicano, no momento da ação, o grupo planejava novos ataques. Não há informações sobre quando ou onde a ofensiva ocorreu.

“Oops, não haverá ataque desses houthis”, ironizou o presidente na Truth Social. “Eles nunca mais afundarão nossos navios.”

Desde 15 de março os EUA têm feito ataques contra alvos houthis no Iêmen. Os rebeldes são aliados do Irã e inimigos de Israel, o maior parceiro de Washington no Oriente Médio.

Os houthis atacam embarcações no mar Vermelho, uma zona vital para o comércio mundial, em apoio à causa palestina. Desde 2023, foram registrados ao menos 170 ataques contra navios militares americanos, e outros 140 contra embarcações comerciais, de acordo com o Pentágono.

O grupo interrompeu os ataques após o cessar-fogo em Gaza, no dia 19 de janeiro. No entanto, a decisão de Israel de bloquear a entrada de ajuda humanitária no território palestino, em março, fez o movimento ameaçar retomar as ofensivas.

Diferentemente de outros aliados do Irã, como o próprio Hamas em Gaza e o Hezbollah no Líbano, os houthis permaneceram resilientes. O grupo foi responsável por afundar dois navios, sequestrar outro e matar pelo menos quatro marinheiros em ataques que causaram grandes impactos no transporte marítimo global, forçando empresas a redirecionar rotas, o que encareceu o processo.

Internamente, o Iêmen também sofre com conflitos do qual o grupo participa. Desde 2014, a nação vive uma guerra civil entre os houthis e o governo apoiado pela Arábia Saudita.

O conflito matou milhares de pessoas e afundou o país de 38 milhões de habitantes em uma das piores crises humanitárias da história, segundo a ONU.



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